1º de maio: Sindilegis participa de ato contra Reforma da Previdência

A manifestação organizada pelas centrais sindicais para marcar o 1º de maio, Dia do Trabalhador e Trabalhadora, contou com a participação do Sindilegis-PE. O evento, realizado na Praça do Derby, teve a presença de sindicatos, movimentos sociais e grupos culturais.

Para Maurício da Fonte, vice-presidente do Sindicato, a união durante a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 6/2019 é primordial para a causa. “Juntos temos mais força de fazer os deputados nos ouvirem, barrando, assim, essa Reforma que prejudicará as atuais e futuras gerações de idosos”, acredita.

Os atos foram organizados por sete centrais sindicais de todo o Brasil, o que, segundo Paulo Rocha, presidente da Central Única dos Trabalhadores e Pernambuco (CUT-PE), é algo notável. “Esse movimento é histórico porque, além de ser uma data de importância internacional, marca a unificação das maiores centrais no Brasil em prol da anulação dessa pauta que é tão danosa para o País.”

Para entender a Reforma da Previdência

Na última segunda (29), o economista Eduardo Moreira esteve na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) explicando os impactos da Reforma da Previdência para os trabalhadores. De acordo com o especialista, é equivocado propor mudanças que atinjam a todos os brasileiros sem serem divulgados os estudos e dados exatos sobre o déficit da Previdência. “No próprio site do Governo Federal, há números divergentes”, manifestou.

Um dos causadores do possível déficit seriam as dívidas externas que o País contraiu e beneficiam apenas a camada mais rica. Porém a proposta em discussão faria com que os mais pobre pagassem com essa conta. “O Governo diz que quer combater privilégios, mas desse R$ 1 trilhão que se pretende economizar em dez anos, 84% vêm das mudanças no Regime Geral da Previdência Social e no abono salarial. Na prática, mais de 90% do custo da Reforma vai ser pago por quem recebe até três salários mínimos”, afirmou o professor.

Ao tratar da questão do trabalhador rural, ele apontou injustiça com indivíduos que começam a trabalhar ainda na infância – muitos em situação de semiescravidão. “As pessoas que estão em Brasília não conhecem essa realidade”, expressou Moreira. “Por isso, a Reforma da Previdência não pode ser decidida apenas por homens brancos e ricos, já que influenciará no futuro de uma Nação que tem, em sua maioria, mulheres, negros e pobres.”

Além de representantes do Sindilegis-PE, o seminário contou com a presença do deputado federal por Pernambuco, Carlos Veras (PT), integrante da Comissão Especial da Reforma da Previdência do Congresso Nacional, que alertou para a necessidade de a população cobrar transparência e diálogo dos representantes eleitos. Já o presidente do colegiado temático na Alepe, deputado estadual, Doriel Barros (PT), informou que será produzido relatório ao final dos trabalhos.

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