Greve Geral: Sindilegis ativo contra a Reforma da Previdência

No dia 14 de Junho, inúmeros setores decretaram Greve Geral, contra a proposta de reforma da Previdência Social. Mas além disso, a população foi a rua. A greve contou com um ato, que aconteceu na Rua do Sol, às 14 h, e concentrou, além do Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco, diversos sindicatos. A manifestação teve apresentações culturais e seguiu para a Avenida Conde da Boa Vista.

Para o presidente do Sindilegis, Marconi Glauco, a greve foi um recado dado da sociedade, para o governo, da insatisfação com a Reforma. “Essa é uma reforma que não atende aos anseios da população do Brasil. Ela ataca diretamente os trabalhadores e trabalhadoras, e não ataca privilégios. Prova disso é que a classe política e os militares não serão afetados em nada com a Reforma”, ilustrou o diretor.

“A população está se unindo: trabalhador, estudante, dona de casa, desempregado. Todos estão dando o recado de que não concordam com a política deste governo, que em pouco meses, só tem feito trapalhadas, como os corte na Educação, os ataques aos indígenas e organizações de proteção ao meio ambiente, o fim dos Mais Médicos”, declarou Marconi.

Sindilegis participa de protesto contra cortes na educação

Nesta quarta (15), em todo o Brasil, a população foi às ruas contra a redução de 30% no orçamento do Ministério da Educação (MEC) destinado às universidades e institutos federais.

Os servidores do Poder Legislativo Estadual, representados pelo Sindilegis-PE, participaram da manifestação que aconteceu no Centro do Recife. A passeata reuniu cerca de 50 mil pessoas, segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Educação de Pernambuco (Sintepe).

Marconi Glauco, presidente do Sindilegis, afirmou que o ato foi uma grande demonstração do poder do povo brasileiro e de insatisfação com algumas posturas políticas do Governo Bolsonaro. “A educação de qualidade é o caminho para o desenvolvimento de uma nação e o Sindicato, juntamente com os servidores do Legislativo, deram total apoio a essa pauta”, declarou o gestor.

A suspensão da Reforma da Previdência Social também foi um dos motes da manifestação. Marconi encara tanto a reforma como esse contingenciamento de investimento como sendo mais um dos ataques do Governo Bolsonaro à classe trabalhadora.

Outros atos estão previstos para acontecer até junho. “Estudantes já estão programando uma manifestação no dia 30 de maio. E dia 14 de junho haverá uma greve geral contra a Reforma da Previdência. Isso tudo para demonstrar que, ou o governo muda o rumo, ou a população vai tomar as rédeas do País para dizer basta ao desmontes”, informou Marconi.

1º de maio: Sindilegis participa de ato contra Reforma da Previdência

A manifestação organizada pelas centrais sindicais para marcar o 1º de maio, Dia do Trabalhador e Trabalhadora, contou com a participação do Sindilegis-PE. O evento, realizado na Praça do Derby, teve a presença de sindicatos, movimentos sociais e grupos culturais.

Para Maurício da Fonte, vice-presidente do Sindicato, a união durante a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 6/2019 é primordial para a causa. “Juntos temos mais força de fazer os deputados nos ouvirem, barrando, assim, essa Reforma que prejudicará as atuais e futuras gerações de idosos”, acredita.

Os atos foram organizados por sete centrais sindicais de todo o Brasil, o que, segundo Paulo Rocha, presidente da Central Única dos Trabalhadores e Pernambuco (CUT-PE), é algo notável. “Esse movimento é histórico porque, além de ser uma data de importância internacional, marca a unificação das maiores centrais no Brasil em prol da anulação dessa pauta que é tão danosa para o País.”

Para entender a Reforma da Previdência

Na última segunda (29), o economista Eduardo Moreira esteve na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) explicando os impactos da Reforma da Previdência para os trabalhadores. De acordo com o especialista, é equivocado propor mudanças que atinjam a todos os brasileiros sem serem divulgados os estudos e dados exatos sobre o déficit da Previdência. “No próprio site do Governo Federal, há números divergentes”, manifestou.

Um dos causadores do possível déficit seriam as dívidas externas que o País contraiu e beneficiam apenas a camada mais rica. Porém a proposta em discussão faria com que os mais pobre pagassem com essa conta. “O Governo diz que quer combater privilégios, mas desse R$ 1 trilhão que se pretende economizar em dez anos, 84% vêm das mudanças no Regime Geral da Previdência Social e no abono salarial. Na prática, mais de 90% do custo da Reforma vai ser pago por quem recebe até três salários mínimos”, afirmou o professor.

Ao tratar da questão do trabalhador rural, ele apontou injustiça com indivíduos que começam a trabalhar ainda na infância – muitos em situação de semiescravidão. “As pessoas que estão em Brasília não conhecem essa realidade”, expressou Moreira. “Por isso, a Reforma da Previdência não pode ser decidida apenas por homens brancos e ricos, já que influenciará no futuro de uma Nação que tem, em sua maioria, mulheres, negros e pobres.”

Além de representantes do Sindilegis-PE, o seminário contou com a presença do deputado federal por Pernambuco, Carlos Veras (PT), integrante da Comissão Especial da Reforma da Previdência do Congresso Nacional, que alertou para a necessidade de a população cobrar transparência e diálogo dos representantes eleitos. Já o presidente do colegiado temático na Alepe, deputado estadual, Doriel Barros (PT), informou que será produzido relatório ao final dos trabalhos.