Sindilegis participa de protesto contra cortes na educação

Nesta quarta (15), em todo o Brasil, a população foi às ruas contra a redução de 30% no orçamento do Ministério da Educação (MEC) destinado às universidades e institutos federais.

Os servidores do Poder Legislativo Estadual, representados pelo Sindilegis-PE, participaram da manifestação que aconteceu no Centro do Recife. A passeata reuniu cerca de 50 mil pessoas, segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Educação de Pernambuco (Sintepe).

Marconi Glauco, presidente do Sindilegis, afirmou que o ato foi uma grande demonstração do poder do povo brasileiro e de insatisfação com algumas posturas políticas do Governo Bolsonaro. “A educação de qualidade é o caminho para o desenvolvimento de uma nação e o Sindicato, juntamente com os servidores do Legislativo, deram total apoio a essa pauta”, declarou o gestor.

A suspensão da Reforma da Previdência Social também foi um dos motes da manifestação. Marconi encara tanto a reforma como esse contingenciamento de investimento como sendo mais um dos ataques do Governo Bolsonaro à classe trabalhadora.

Outros atos estão previstos para acontecer até junho. “Estudantes já estão programando uma manifestação no dia 30 de maio. E dia 14 de junho haverá uma greve geral contra a Reforma da Previdência. Isso tudo para demonstrar que, ou o governo muda o rumo, ou a população vai tomar as rédeas do País para dizer basta ao desmontes”, informou Marconi.

Debate promovido por sindicatos analisa pontos da proposta de Reforma da Previdência

Dias 8 e 9 o Sindilegis-PE, juntamente com o Sindisemp-PE, Sindicontas e o Sindijus, promoveram um curso de formação, direcionado aos dirigentes dos citados sindicatos, com objetivo de debater e esclarecer pontos essenciais sobre a proposta de Reforma da Previdência Social.

Dia 8, o encontro contou com palestras de Ricardo Souza, advogado especialista em Previdência e servidor do TCE-PE e Erick Bezerra, Consultor da Alepe e representante do Sindilegis no conselho do Funafin. Foi feito um balanço histórico sobre a previdência no Brasil, detalhando os regimes de previdência existente, além de pontuar as reformas previdenciárias já feitas no país. Já no segundo dia, Jaqueline Natal, economista do Dieese, e Cláudio Ferreira, advogado e servidor do TCE, analisaram os pontos da reforma e seus impactos para os servidores públicos.

“O debate mostrou principalmente que essa proposta de reforma colocada é uma tentativa de vender algo irreal. O grande problema do Brasil não é a Previdência, já as reformas mais urgentes da previdência já foram feitas, entre o período de 1994 à 2013”, afirmou Marconi Glauco, presidente do Sindilegis.

Um ponto também importante, para além da reforma proposta pelo governo federal, é o Funafin (Fundo Previdenciário que financia as aposentadorias e pensões dos servidores públicos de Pernambuco) e suas atuais deficiências. “Além dos debates, nós saímos com metas de ações: os quatro sindicatos devem se juntar a central sindical e a outros sindicatos para enfrentar a questão da Reforma e também, em um futuro breve, devemos discutir com o Governo do Estado sobre melhorias para o Funafin.”