Sindilegis-PE participa de momento de escuta sobre a reforma da previdência na Alepe

A Comissão Especial da Reforma da Previdência Social da Alepe ouviu, segunda-feira passada (15), o Sindilegis-PE e outras entidades representativas da classe trabalhadora sobre a PEC 06/2019. O objetivo do evento foi que as organizações pudessem expor suas análises sobre o documento apresentado pelo Governo Federal ao Congresso Nacional.

A reunião, que foi realizada no Auditório Ênio Guerra, contou com a presença do presidente da Comissão, o deputado Doriel Barros (PT); a vice-presidente, Teresa Leitão (PT); João Paulo (PCdoB); e Isaltino Nascimento (PSB).

Marconi Glauco, presidente do Sindicato dos Servidores no Poder Legislativo do Estado de Pernambuco, ressaltou a necessidade de cobrar dos deputados da Casa um posicionamento em relação à proposta de reforma do sistema previdenciário.

“Se tratando de servidores públicos,  é importante entender  a contribuição extraordinária que essa reforma propõe. Se a reforma passar, vai ficar a critério do governante de colocar até 22% de contribuição extraordinária no salário dos servidores. Somados com o imposto de renda, no total acarretaria em cerca de 60% do salário elevado, e isso configura confisco salarial”, enfatizou o gestor.

Além do Sindilegis-PE, outras entidades de classe, como sindicatos que representam servidores públicos, metalúrgicos, professores e trabalhadores rurais, também estiveram presentes.

Para Paulo Rocha, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o tempo necessário de contribuição para a aposentadoria (40 anos) torna difícil que o trabalhador consiga chegar vivo à idade prevista para receber o benefício.

Além do representante da CUT, outros diretores sindicais também externaram que os mais prejudicados com a reforma da Previdência seriam os trabalhadores rurais, as mulheres (por apresentarem uma jornada dupla de trabalho), e trabalhadores com riscos ocupacionais.

O próximo passo da Comissão será a organização de um seminário, previsto para o dia 29 de abril, com participação do economista Eduardo Moreira.

As propostas colhidas pelo grupo subsidiarão o relatório final do colegiado, que será entregue à sociedade, deputados federais e senadores, mostrando o posicionamento de Pernambuco sobre o tema.

Somados com o imposto de renda, no total acarretaria em cerca de 60% do salário elevado, e isso configura confisco salarial”, enfatizou o gestor.